Rio lança projeto de transporte aquaviário para lagoas de Jacarepaguá com tarifa de R$ 4,70

Sistema terá 8 linhas e deve beneficiar 85 mil pessoas na Zona Oeste. Primeira linha entra em operação em 2026 com investimento de R$ 101 milhões.

Rio lança projeto de transporte aquaviário para lagoas de Jacarepaguá com tarifa de R$ 4,70

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou nesta quinta-feira (2) um projeto de transporte aquaviário para as lagoas de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade. O sistema terá integração com metrô, BRT e ônibus e cobrará tarifa de R$ 4,70, mesmo valor do Jaé e do Bilhete Único Carioca.

O projeto prevê 8 linhas que devem beneficiar cerca de 85 mil pessoas. A primeira linha deve entrar em operação em 2026, com meta de implantação do sistema completo em até 4 anos. O investimento na primeira fase é estimado em R$ 101 milhões.

Embarcações modernas e seguras

A frota será padronizada, com capacidade variando entre 42 e 120 passageiros. As embarcações contarão com cabines protegidas contra chuva e vento e assentos estofados para maior conforto dos usuários.

Por determinação da Capitania dos Portos, os barcos terão equipamentos obrigatórios como alarmes, sistemas de combate a incêndio e navegação por instrumentos, além de sinalização especial para navegação noturna, garantindo segurança em diferentes condições.

Integração regional e redução de congestionamentos

Segundo Nelson Florentino, presidente da Lagunar Marítima, empresa que operará o sistema: "A ideia é que, dentro da região, possamos integrar as áreas que possuem uma densidade populacional maior".

O objetivo é ampliar alternativas de mobilidade e reduzir congestionamentos em vias críticas como a Avenida das Américas e a Avenida Ayrton Senna, notoriamente congestionadas nos horários de pico.

Barqueiros tradicionais serão preservados

O vereador Carlo Caiado (PSD) garantiu que os barqueiros que atuam há décadas na região não serão prejudicados: "Os barqueiros que atuam há décadas na região não vão ser prejudicados. Pelo contrário, também vão estar integrados ao sistema".

O serviço municipal não substituirá os barqueiros tradicionais, que continuarão atendendo ilhas como Gigoia e Primeira. Atualmente, esses profissionais atuam sem pontos fixos e são essenciais para o transporte de moradores das comunidades locais.

O edital da prefeitura prevê que os barqueiros mantenham suas rotas, sem sobreposição ao novo sistema, garantindo a coexistência dos dois modelos de transporte.

Expansão da mobilidade na Zona Oeste

A Zona Oeste do Rio, especialmente a região de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, apresenta desafios históricos de mobilidade devido ao crescimento populacional acelerado e à infraestrutura viária insuficiente. O transporte aquaviário representa alternativa criativa que aproveita a geografia natural da região.

A integração tarifária com outros modais facilita o deslocamento porta a porta e incentiva o uso do transporte público, potencialmente reduzindo o número de veículos particulares nas vias.

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3 Octubre 2025