
A Neoenergia, grupo que assumiu o fornecimento de energia elétrica em 18 estados e no Distrito Federal após processos de privatização, incluindo a substituição da antiga CEB na capital federal, acumulou 48.042 reclamações formais nos últimos 12 meses. Os números equivalem a uma queixa registrada a cada 11 minutos em canais oficiais de proteção ao consumidor.
Os dados foram compilados a partir de três principais plataformas: 28.471 queixas na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 14.275 registros no Reclame Aqui e 5.296 reclamações no consumidor.gov, plataforma do governo federal.
Entre as cinco subsidiárias do grupo espanhol Iberdrola no Brasil, a Neoenergia Coelba, responsável pelo fornecimento na Bahia, concentra o maior volume de queixas. Segundo dados da Aneel, que discrimina as reclamações por empresa, a distribuidora baiana registrou 13.658 queixas no período analisado.
As principais reclamações contra a Coelba envolvem falta de energia, problemas de extensão de rede e oscilação de tensão, questões que impactam diretamente a qualidade de vida dos consumidores e atividades econômicas.
Já quando analisadas as reclamações em âmbito nacional através da plataforma consumidor.gov, os erros na medição de consumo e cobranças irregulares aparecem como os problemas mais recorrentes enfrentados pelos clientes da Neoenergia.
Esses tipos de problema são especialmente graves porque afetam diretamente o orçamento das famílias, muitas vezes gerando contas abusivas que comprometem a renda familiar e podem levar ao corte do fornecimento por inadimplência.
16 Septiembre 2025