
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus no estado em 2026. A vítima era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, com histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. Com o óbito, Minas Gerais acumula dois óbitos e quatro casos confirmados de hantavirose no ano. Em 2025, o estado registrou sete casos e quatro mortes pela doença.
A secretaria classificou a ocorrência como um caso isolado e esclareceu que não há relação com o surto de hantavírus recentemente registrado em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico. A cepa circulante no Brasil, segundo o governo estadual, não é transmitida de pessoa para pessoa.
A hantavirose é uma zoonose viral transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes em urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A doença ocorre sobretudo em áreas rurais e está associada a atividades agrícolas, o que explica o perfil da maioria dos casos registrados no estado.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e dores abdominal e lombar. Casos graves podem evoluir rapidamente para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração cardíaca e queda de pressão. Não existe tratamento específico para a doença o atendimento é feito com suporte clínico.
As principais medidas de prevenção envolvem evitar o contato com roedores e com ambientes possivelmente contaminados. Entre as recomendações estão armazenar alimentos em recipientes fechados, evitar acúmulo de lixo e entulho, manter terrenos limpos e ventilar locais fechados antes de qualquer limpeza.
Ao limpar galpões e depósitos, a orientação das autoridades de saúde é umedecer pisos e superfícies com água e sabão antes de varrer ou esfregar, evitando levantar partículas contaminadas no ar — principal via de transmissão da doença.
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11 Mayo 2026