Tragédia em MG soma 64 mortos prefeita de Juiz de Fora diz que 1 em cada 4 moradores vive em área de risco

Temporais atingem Zona da Mata desde segunda-feira mais de 5 mil pessoas estão desalojadas e Lula visita região neste sábado.

Tragédia em MG soma 64 mortos prefeita de Juiz de Fora diz que 1 em cada 4 moradores vive em área de risco

A tragédia causada pelas chuvas intensas na Zona da Mata mineira chegou a 64 mortes confirmadas, sendo 58 em Juiz de Fora e 6 em Ubá. Os temporais atingem a região desde segunda-feira (23), causando deslizamentos de terra, alagamentos e destruição em diversos bairros.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, revelou dado alarmante: 1 em cada 4 moradores da cidade vive em área de risco. Segundo a gestora, a ocupação irregular de encostas atinge diferentes classes sociais, dificultando ações preventivas e ampliando a vulnerabilidade da população.

A prefeitura contabiliza mais de 5 mil pessoas desalojadas — que tiveram que deixar suas casas preventivamente ou por causa de danos — e cerca de 500 pessoas abrigadas em equipamentos públicos. O município anunciou que oferecerá aluguel social para famílias que não puderem retornar às suas residências.

Especialistas apontam que a tragédia resulta da combinação entre mudanças climáticas, que intensificam eventos extremos, e ocupação irregular de áreas de risco. A região serrana de Juiz de Fora é semelhante geograficamente a Petrópolis e Angra dos Reis, cidades que já enfrentaram tragédias parecidas nos últimos anos.

A prefeita Margarida Salomão destacou a dificuldade em convencer moradores a deixarem áreas de risco, mesmo com programas de reassentamento. Muitas famílias têm vínculos afetivos e econômicos com as regiões onde vivem há décadas.

Lula visita região neste sábado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita a região neste sábado (28) para acompanhar os trabalhos de resgate, conhecer as áreas mais afetadas e anunciar medidas de apoio às vítimas. A presença presidencial é esperada por autoridades locais e pela população.

O estado de calamidade pública foi reconhecido pela Defesa Civil Nacional, permitindo maior agilidade no envio de recursos e na contratação emergencial de serviços. O governo federal liberou mais de R$ 3 milhões em recursos emergenciais para ações de resgate, abrigo e assistência às vítimas. Além disso, foi autorizado o saque do FGTS de até R$ 6.220 por morador afetado, medida que visa dar suporte financeiro imediato às famílias.

Inmet mantém alerta de perigo para região

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de perigo para a Zona da Mata mineira, com previsão de chuvas de 30 a 60 mm/h ou até 100 mm/dia. Ventos intensos de 60 a 100 km/h também são esperados.

Os riscos incluem alagamentos, deslizamentos de terra, queda de energia elétrica e descargas elétricas. A população foi orientada a evitar áreas de risco, não atravessar regiões alagadas e manter-se informada através dos canais oficiais da Defesa Civil.

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27 Febrero 2026