Governo Lula rejeita classificação de facções brasileiras como terroristas e critica Flávio Bolsonaro por buscar apoio dos EUA

Planalto afirma que cabe ao Brasil definir como combater o crime organizado e alerta que medidas unilaterais americanas podem prejudicar cooperação policial

Governo Lula rejeita classificação de facções brasileiras como terroristas e critica Flávio Bolsonaro por buscar apoio dos EUA

O governo federal afirmou que cabe ao Brasil definir, por meio de suas próprias instituições, leis e forças de segurança, como o crime organizado deve ser combatido no país. A declaração é uma resposta à decisão dos Estados Unidos de classificar organizações narcotraficantes como grupos terroristas.

O Palácio do Planalto argumentou que facções criminosas brasileiras como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho atuam com objetivo de lucro, por meio do tráfico de drogas e armas, o que as diferencia do terrorismo internacional de motivação ideológica, política ou religiosa.

O governo reconheceu que essas organizações promovem terror em comunidades brasileiras, mas sustentou que não se enquadram no conceito internacional de terrorismo.

Riscos de medidas unilaterais

O comunicado alertou que ações unilaterais dos Estados Unidos na área podem prejudicar o combate ao crime ao dificultar o compartilhamento de informações policiais, além de afetar o sistema financeiro brasileiro e impactar o Pix.

Crítica à família Bolsonaro

O Planalto criticou diretamente integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro por buscarem apoio estrangeiro para interferir em assuntos internos do Brasil. Segundo o governo, o senador Flávio Bolsonaro pediu ao presidente americano Donald Trump que classificasse facções brasileiras como organizações terroristas.

O comunicado chamou os responsáveis pela iniciativa de "falsos patriotas" e afirmou que o debate sobre segurança pública estaria sendo "manipulado politicamente".

Medidas do governo contra o crime

O governo destacou a aprovação recente de leis mais duras contra facções e milícias, com penas que podem chegar a 80 anos de prisão, e citou o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado como parte da estratégia de enfrentamento às organizações criminosas em diferentes níveis.

Noticias(d)

29 Mayo 2026