
O governo federal lançou a Tela Brasil, plataforma de streaming pública e gratuita dedicada ao audiovisual brasileiro. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas e recebeu investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025 para desenvolvimento tecnológico, licenciamento de obras e recursos de acessibilidade. O acesso é feito gratuitamente mediante login pelo Gov.br.
O acervo inicial reúne 555 obras audiovisuais brasileiras, entre 267 curtas-metragens, 139 longas-metragens, 85 médias-metragens e telefilmes e 64 séries e obras seriadas, com produções que vão de 1910 a 2025. O catálogo inclui 19 filmes que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar.
Entre os títulos disponíveis estão obras consagradas do cinema brasileiro como A Hora da Estrela, Xica da Silva, Central do Brasil, Cidade de Deus, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Carandiru e Olga.
A plataforma está organizada em linhas temáticas que incluem cinema negro, cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, obras sobre sustentabilidade e justiça climática, conteúdos para infância e juventude e a categoria Africanidades, dedicada à história e à cultura da população negra.
Todas as obras selecionadas por edital contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Libras.
A plataforma oferece dois perfis de uso. O Perfil Cidadão é voltado ao acesso individual, com filmes, séries e documentários sob demanda e possibilidade de criar lista de favoritos. O Perfil Direcionado é destinado a escolas, bibliotecas, museus, cineclubes e pontos de cultura para exibições coletivas sem fins comerciais.
Por enquanto, a Tela Brasil está disponível apenas pelo navegador de internet. Aplicativos para Android e iOS devem ser lançados em até 30 dias. O Ministério da Cultura também firmou acordo de cooperação com a TV Brasil para ampliar a circulação de conteúdos audiovisuais nacionais.
Ao lançar a plataforma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a predominância de conteúdos estrangeiros nas telas do país e afirmou que a iniciativa ajudará os brasileiros a conhecer melhor sua própria cultura. A ministra Margareth Menezes destacou o objetivo de democratizar o acesso à produção audiovisual brasileira.
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1 Junio 2026