
O governo federal contingenciou R$ 4,3 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa, mas o Exército informou que manterá as atividades permanentes de vigilância e fiscalização nas fronteiras, assim como as operações de combate ao crime já em andamento.
A principal ação mantida é a Operação Escudo, que inclui patrulhamento fluvial, reconhecimento e monitoramento da faixa de fronteira, combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e munições e a crimes ambientais, além do reforço da presença do Estado em regiões fronteiriças. Além do Exército, o combate aos crimes transfronteiriços conta com a atuação da Polícia Federal e das polícias Civil e Militar dos estados.
O contingenciamento pode impactar operações extraordinárias planejadas para 2026 e ações de intensificação do combate ao crime que ainda não foram iniciadas. O Exército ainda avalia quais missões adicionais sofrerão ajustes e nenhuma decisão definitiva foi anunciada.
O bloqueio faz parte de um contingenciamento adicional de R$ 22,1 bilhões anunciado pelo governo em maio, que elevou o total bloqueado em 2026 para R$ 23,7 bilhões. Parte dos recursos poderá ser liberada posteriormente.
Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o corte foi necessário para acomodar o crescimento de despesas obrigatórias: o Benefício de Prestação Continuada (BPC) teve alta de R$ 14,1 bilhões e os benefícios previdenciários cresceram R$ 11,5 bilhões. A medida decorre das regras do Arcabouço Fiscal, aprovado em 2023, que estabelece limites para o crescimento das despesas públicas. Saúde, educação, segurança e defesa estão sujeitas a esses limites, enquanto os gastos com juros e serviço da dívida pública ficam fora desse teto.
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10 Junio 2026