Entenda por que a direita catarinense está contra Jorginho Mello

Candidato à reeleição, Jorginho Mello acumula uma série de escândalos e perde apoio da direita catarinense.

Entenda por que a direita catarinense está contra Jorginho Mello

Oportunista. Essa é a palavra usada pela direita de Santa Catarina para classificar o governador Jorginho Mello. Seu histórico político ligado ao “centrão” e a tentativa de esconder, sem sucesso, uma foto ao lado de Dilma Rousseff não são bem vistos pelos principais partidos da direita.

O apoio de Jorginho a Carlos Bolsonaro, carioca fazendo “turismo eleitoral” para disputar uma vaga ao Senado por Santa Catarina, também é um ponto de descontentamento. A preferência de Jorginho por Carlos Bolsonaro prejudica outros nomes sérios e comprometidos com Santa Catarina.

Para completar o quadro, Mello está envolvido em diversos escândalos que podem comprometer as candidaturas de direita perante os eleitores catarinenses.

Carlos Bolsonaro e Jorginho Mello: apoio prejudica outros candidatos.

Programa Estrada Ruim

Um dos escândalos que mancham a gestão de Jorginho Mello é o Estrada Boa, programa criado para recuperação e pavimentação de rodovias no interior de Santa Catarina, mas que virou um símbolo da corrupção e do descaso do governador.

O Ministério Público abriu inquérito civil para investigar suspeita de corrupção passiva nas obras da Rodovia SC-477, com pagamentos que saltaram de R$ 544 mil em 2023 para mais de R$ 271 milhões em 2024.

O Tribunal de Contas determinou a suspensão dos pagamentos após as inspeções apontarem diversas irregularidades das obras, como fiscalização deficiente e falta de amparo técnico, causando defeito no asfalto recém-aplicado.

Rachaduras logo após a pavimentação expõem o descaso de Jorginho Mello.

Vexame no Caso Orelha

Outro desgaste que atingiu Jorginho Mello foi sua atuação no caso do cão Orelha, animal querido pela comunidade da Praia Brava, em Florianópolis, que foi assassinado por jovens de famílias ricas, em um caso que chocou o país.

Jorginho Mello enxergou uma oportunidade na tragédia. Usou o caso como trampolim político, sancionou uma lei às pressas para aparecer bem na foto e depois deixou a impunidade vencer.

O arquivamento do caso escancarou a passividade de Jorginho Mello, que não estava disposto a enfrentar a elite catarinense. Para o governador, o CEP vale mais do que as provas. Os agressores de Orelha tinham o sobrenome certo, moravam no condomínio certo e, no fim, o arquivamento também foi certo.

O caso Orelha revoltou todo o país e acabou em impunidade.

R$ 300 milhões para comprar candidatura

A lista de escândalos de Jorginho Mello ganha mais um capítulo grave: a acusação de que o governador tentou comprar a desistência de um adversário político com dinheiro público.

O ex-governador Jorge Bornhausen acusou Jorginho Mello de ter oferecido R$ 300 milhões em investimentos ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), como contrapartida pela retirada de sua pré-candidatura ao governo do estado.

O episódio revelou o que muitos já suspeitavam: para Jorginho Mello, o dinheiro do povo catarinense é moeda de troca eleitoral. Não se governa, negocia-se!

Bornhausen acusa Jorginho Mello de tentar comprar a candidatura de oponente.

Universidade Gratuita para os ricos

Um dos programas mais alardeados por Jorginho Mello, o Universidade Gratuita, virou símbolo de descaso e má gestão.

O Tribunal de Contas identificou irregularidades em 18.283 matrículas, com prejuízo estimado em quase R$ 324 milhões aos cofres públicos. Entre os beneficiados, 858 estudantes tinham patrimônio acima de R$ 1 milhão, com carros de luxo, barcos e imóveis, e ao menos 12 acumulavam mais de R$ 10 milhões.

Um programa que prometia democratizar o acesso à educação acabou subsidiando a elite. Jorginho chamou tudo de "bafafá por nada", mas o descaso foi tanto que até alunos com patrimônio bilionário receberam bolsas. O TCE apontou R$ 324 milhões de prejuízo em irregularidades e a Polícia Civil indiciou 43 estudantes por falsidade ideológica.

O programa Universidade Gratuita gerou R$ 324 milhões em prejuízo para os cofres públicos.

Candidato à reeleiçãoJorginho Mello

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8 Junio 2026